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O Poeta da Lua

Sinopse

VOL I

A postura de Alex é a de um gladiador romano. A felicidade resume-se à capacidade de encontrar alguém com quem possa partilhar sentimentos semelhantes, onde a compreensão seja mútua e o amor que tem para dar, a chave de todos os arcanos, se faça representar no outro de tal forma que desperte nele a necessidade de o amar também. É isso o amor.
Conhecia-o. Já amara e fora amado. Neptuno, talvez inquietado com a grandeza multidimensional daquele romance, que como fogo-de-artifício em dia de festa se propagava por toda a parte e colhia louvores de toda a gente afastara-o do seu caminho.
Duma forma ardilosa e egoísta, arrecadara para si todo o carinho que o companheiro lhe dedicara. Todos os outros foram uma fugaz passagem. Em alguns até acreditou…
Desiludiu-se quando se apercebeu que o queriam como bibelô, ou animal de estimação. O propósito comum era o sexo. Um bando de falhados! Deixaram, no frio da ausência, um enorme rio sem margens a percorrer o finito imensurável da incompreensão – e todos eles com capacidade para amar -, procura do mar, sem encontrarem a foz.

VOL II

Paulo fica absorto. Não percebe o despropósito daquele fatídico passado, tão breve como uns escassos minutos de nada, terem vindo à baila.
- Contou-te como tudo aconteceu?
- Sim…disse-me que te aproximaste e que o tentaste seduzir, mas que não deu em nada.
Paulo fica cada vez mais surpreso. Para além de ter abordado aspectos íntimos dos dois, mentiu. Aquilo era demais!- Não foi nada disso! – Narra. – Ele chegou à sala, eu já lá estava, de volta do televisor. Passava um documentário sobre a natureza. Sentou-se ao meu lado e disse-me que não tinha sono.
Depois pousou a mão na minha perna e apalpou-a. Subiu até ao peito e beijou-me o pescoço. Claro que fiquei entusiasmado e me deixei levar. Fomos para a sala onde ele tem o computador. Fizemos sexo. Foi a maior decepção da minha vida.
Alex fica surpreso com a história. Uma versão completamente diferente da de Luís, a cara de enfado e repulsa de Paulo também não escaparam aos sentidos.
- Ele disse-me que não tinha feito nada… - objecta Alex, sentindo-se vexado.
- Olha, queres saber o que penso? Ele sempre desejou ter um relacionamento com um homem. Naquela altura ainda vivia com a mulher, mas as coisas não andavam bem. Garanto-te, o que aconteceu foi a pior experiência da minha vida! Estás a ver os cães a fornicar? Imagina o mesmo…
- Porque mentiu?
Paulo encolhe os ombros. Também não entende o jogo de Luís. Deita-se sobre a areia e puxa Alex para si. Este deixa-se cair, enroscando-se no corpo de Paulo. Debruça-se e encosta os lábios aos dele.

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