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O Código Cervantes

Sinopse

Tudo na carta pareceu conduzi-lo até àquele lugar ermo, escuro e frio, no meio da Plaza Real. Não se via vivalma nas três ruas que desembocam na praça. Era uma daquelas noites de Inverno em que só o calor de uma lareira podia apaziguar o frio e o cansaço que sentia, mas estes, não podiam impedir Bártolo daquele maldito destino. Destino que foi benevolente com ele desde que saiu de Lisboa, até desembarcar no porto de Cádiz. Sentia-se novamente perseguido em todos os passos que dava e, só o vislumbre da pequena torre da Igreja de Nuestra Senhora de la Oliva parecia dar-lhe algum alento, por ser o seu destino final.

Lá fora continua a festa das cruces, indiferente a todos os acontecimentos daquela noite. O flamenco, a “mantilla”, o” tablao”, a “manzanilla” tomaram conta dos milhares de vozes que se erguem nos céus de Lebrija e que, apenas se silenciarão no dia seguinte, nas primeiras horas da manhã. Irão acordar para o terror, para a barbárie, que duzentos e sessenta e um anos depois, voltou para os atormentar…

Antes que Cristina terminasse de falar, já a cabeça de São Gregório estava a ser decepada por uma pancada forte e seca dada por Guilherme, com o auxilio de um dos pés de bronze que sustentam o cordão de segurança em volta do túmulo. Elena ficou sem reacção e o reitor simplesmente ficou a odiá-lo um pouco mais. O santo das causas impossíveis, mesmo sem a cabeça no lugar, pareceu ter tornado possível a teoria de Cristina e, confirmado que o mármore de Carrara é esteticamente bonito, mas frágil.

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