O Ano Francês
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O Ano Francês

Sinopse

Pierre voltou a sentar-se e bebeu, qual insano que se tinha esquecido que era. Um trago pelo irmão, que não sabia onde andava, um pela cunhada, um pelo sobrinho e pela esposa, um pela sobrinha, e outro pela sua amada. Não, não, cospe o último que está errado. Tinha sono, o dia tinha escurecido. Que dilemas tinha ele criado, tinha imaginado para explicar tudo aquilo que o rodeava. Lá existia dilema algum, era a crua realidade que fazia a sua entrada no corpo dormente de Pierre. Não há explicação, não há razão que dê sentido à realidade dos outros. Nem à sua, por mais que quisesse. Quando é que, subitamente, deixou de ser aquele que impingia a preocupação e a dor, e passou a sofrer dessas maleitas? (…)

O isolamento era uma bênção que concedia a si próprio, para se poupar a tais tormentas. As palavras que partilhava com os outros encerravam em si um chiste que o agraciava. Estava desperto, e a consciência não se identificava com nada do que via. Não é tal coisa, a loucura? Inadequação de um indivíduo para a vivência social e para as instituições estabelecidas. Oh, se assim fosse, era demente, era excêntrico com orgulho. Não há escapatória, não há fuga possível, e essa claustrofobia leva à clausura. Sim, que aqueles que são enfiados numa qualquer cela já estão, há muito tempo, presos em si próprios. Como sair de dentro de si? Rasgar o peito, deitar para fora as entranhas, morrer, e esperar que haja fuga para a alma, se existir. Haverá escolha, então?

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