A Grande Paixão de Jesus Cristo
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A Grande Paixão de Jesus Cristo

Sinopse

Não é a primeira vez que Lagoas da Silva recua até aos locais bíblicos para aí colocar a acção das suas narrativas e fazer mover, sobre esse palco carregado de mitologia, conflitos que são de todos os tempos. No caso do presente livro, o Novo Testamento é revisitado através da trajectória imaginada da figura de Jesus Cristo, em torno do qual o autor cria uma nova biografia, à semelhança de tantos outros escritores para quem o inspirador do Cristianismo tem suscitado visitações inesperadas. Em “A Grande Paixão de Jesus Cristo”, o motivo da narrativa incide sobretudo na relação do Nazareno com Maria Madalena, ambos humanizados ao nível dos comportamentos comuns. Mas também na subversão da narrativa evangélica sobre a crucificação e a ressurreição, bem como na sobrevivência natural de Cristo até à velhice, reduzido à simples efígie do homem bom que poderia ser qualquer um, de entre os muitos que nos rodeiam.
O que pretende, pois, Lagoas da Silva, com esta subversão da narrativa bíblica, e com a transferência do conceito dramático de paixão na cruz, para o conceito de paixão sentimental e erótica?
Como Nikos Kazantzakis ou José Saramago, desmantelar as peças de uma narrativa onde os efeitos do sobre-humano suportam os fundamentos da mais influente das religiões do Ocidente, parece ser um dos objectivos claros, mas talvez o mais importante seja o ensejo que a visita à intimidade de um casal, ainda que carregado de mitologias, permite explorar. Permite, sobretudo, contar uma história de amor entre um homem e uma mulher, com os ingredientes poéticos da ternura, da saudade e da fidelidade até à morte. Ao ler este livro, dir-se-ia que Lagoas da Silva desejou reconstituir uma história de amor comum, mas para que a qualidade desse amor fosse impressiva, chamou figuras cimeiras intocáveis, de modo a cobri-la pela roupa solene que lhe faltava. Com “A Grande Paixão de Jesus Cristo”, o passado e o presente encontram um intermediário, e o comum e o grandioso aproximam-se quebrando as distâncias entre sagrado e profano. Neste livro a História é revisitada pela fantasia, e os leitores aprendem sobretudo com a segunda, a que abre uma porta para a escrita poética, subvertendo a realidade que transfigura.

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