Mónica Alves

Tenho 46 anos, sou técnica superior de reinserção social e trabalho com reclusos. Só tive uma irmã e fui educada numa família diferenciada e conservadora, num ambiente tranquilo e sereno. O meu marido, que conheci na faculdade, foi criado no meio de muitos irmãos. Atualmente é professor do ensino secundário (filosofia e psicologia) no Colégio Maristas de Carcavelos. Somos casados há 22 anos e temos 8 filhos, com idades compreendidas entre os 21 e os 3 anos de idades.

Sou licenciada em Filosofia pela UCP e trabalho há 21 anos na DGRSP (Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais), antigo IRS (Instituto de Reinserção Social), um órgão tutelado pelo Ministério da Justiça.

Iniciei a minha carreira na área da jurisdição de menores, sob a antiga OTM (Organização Tutelar de Menores), com menores em risco, e depois na área tutelar educativa (menores delinquentes). Entretanto comecei a trabalhar na área penal, primeiro com jovens adultos que respondiam a ambas as jurisdições (tanto em liberdade mas envolvidos com o sistema de administração da Justiça, como presos preventivamente, sobretudo no EP de Caxias, com medidas tutelares educativas ainda em curso). Mais tarde, iniciei o trabalho com reclusos, primeiro a dar apoio técnico ao EP do Linhó e atualmente encontro-me a dar apoio técnico aos tribunais junto da população reclusa do EP de Tires.

Trabalho a tempo inteiro, ainda que com atribuição de um horário em jornada contínua, atividade que concilio com a de ser mãe de uma família numerosa. Adoro o meu trabalho e a minha família, nomeadamente o meu marido e cada um dos meus filhos. Quando temos muitos filhos o nosso coração não está dividido em parcelas, como se a cada filho fosse atribuída uma percentagem do amor que cabe no nosso coração. Antes, a cada filho o nosso coração cabe inteiro, como se fosse único, e é com o coração inteiro que amamos cada um deles, sem distinção.

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