O louco (2008)

Anton Chekhov foi um importante escritor e dramaturgo russo, considerado um dos mestres do conto moderno. Era também médico, exercendo a medicina durante o dia e escrevendo durante a noite.
Na escola, Chekhov não foi um bom aluno. Chegou a reprovar. Um padre que lhe deu aulas de religião chamava-o com menosprezo de "Cech"onte (cech significa servo). A mensagem: tu não passas de filho de servo. Mais tarde, quando publicava os primeiros contos em jornais, Chekhov usou o pseudónimo "Antosa Cechonte" com ironia.
A partir dos seus treze anos, ficou fascinado pelo teatro da cidade, que dado o pouco dinheiro que tinha não frequentava tantas vezes como queria. Como era proibida a entrada a crianças não acompanhadas de adultos e sem a autorização do liceu, chegou a "disfarçar-se" de adulto, usando uma barba postiça.
Anton Tchekov estudou Medicina, tendo-se licenciado em Maio de 1884. Já mesmo durante os seus estudos (que duraram 4 anos e meio) publicou centenas de artigos em vários jornais e revistas das metrópoles russas (Moscovo e São Petersburgo). Ele dependia desta fonte de receitas para se sustentar. Entre os jornais e revistas onde publicou encontram-se o Budilnik, Strekoza, Zritel, Svet i teni, Svertcok ou o Sputnik. A partir de 1882 publicou também no Oskolski. Em Março de 1888 surge publicado na revista "Severnyi Vestnik" o seu romance "A estepe".
Em 1891, escreve O duelo, que é publicado no "Novo tempo" de Suvorin, por capítulos. Neste livro, fluíram as impressões que Cechov teve das conversas que teve com um zoólogo nas férias de Verão desse ano em Bogimovo, perto de Aleksin. Vladimir Vagner, recém-licenciado em zoologia, e um defensor do social-Darwinismo, do direito dos mais fortes, da seleção social.
Em 1891, escreve O duelo, que é publicado no "Novo tempo" de Suvorin, por capítulos. Neste livro, fluíram as impressões que Cechov teve das conversas que teve com um zoólogo nas férias de Verão desse ano em Bogimovo, perto de Aleksin. Vladimir Vagner, recém-licenciado em zoologia, e um defensor do social-Darwinismo, do direito dos mais fortes, da selecção social.
O Verão de 1891 foi particularmente seco no leste da Rússia, contribuindo para uma onda de fome. Tchecov mobilizou-se pessoalmente para combater a catástrofe, contribuindo directamente com os honorários do conto "A minha mulher", participando nas campanhas de recolha de fundos. Em Janeiro de 1892, viajou até Niznij Novgorov, uma cidade afectada. Relatou as suas vivências na imprensa, contribuindo para o debate sobre a catástrofe e a necessidade de reunir fundos para as vítimas.
Em 1896 surge o romance "A minha vida", em 1897 "Os camponeses". São obras que testemunham a ruptura com as visões utópicas e românticas tão comuns nestes anos na Rússia: o ideal da vida no campo faz alguns intelectuais russos, os Narodniks, premonitores da revolução soviética, sonhar com uma saída para todos os problemas: o regresso ao passado, o regresso à agricultura. Chekhov, que vive ele próprio no campo e assiste à vida rural in loco, tem acesso a uma perspectiva que a elite intelectual das cidades não adivinha: alcoolismo, ignorância, brutalidade, maldade. Para Chekhov os homens do campo não são nenhum modelo, ao contrário do que um Leon Tolstoi possa pensar.
Após a produção com êxito de "A Gaivota" pelo Teatro de Arte de Moscovo, escreveu três outras peças para a mesma companhia: "O Tio Vânia", "As três irmãs", e "O pomar de cerejas".
Chekhov morreu vítima da tuberculose. Foi sepultado no cemitério Novodevichy.

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