Alice Turvo
Alice tem o amor na botânica dos dedos, pesa-lhe o marfim na cutânea da boca.
Recomeço.
Alice nasceu pela necessidade de estropiar os membros do silêncio. Sofria a febre louca do coração. Alice é cada um de nós. Mulher sôfrega e em ebulição. Um homem ciumento na fagulha da língua.
Alice é um amor maior. O teu. O meu. O que chegará depois. O amor que não coube no celibato das palavras. O amor desmesurado que ficou por dizer e corromper.
Alice é só isso.
Um nome que se presta ao serviço de quem geme no osso a escarneceria doutros corpos prestados de amor. Impregnados de ilusão. Nome servente de medo, faz o luto na saliva da caneta.
Alice é por fim um meio para chegar ao desfecho da palavra.
Decidiu abrir os olhos às mãos. E com elas escavacar um livro na cabeceira do teu peito.